{"id":1776,"date":"2025-01-16T22:54:18","date_gmt":"2025-01-17T01:54:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cervejeirosriopreto.com.br\/portal\/?p=1776"},"modified":"2025-01-16T22:54:20","modified_gmt":"2025-01-17T01:54:20","slug":"degustacao-british-brown-ale-home-brew-club","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cervejeirosriopreto.com.br\/portal\/index.php\/2025\/01\/16\/degustacao-british-brown-ale-home-brew-club\/","title":{"rendered":"Degusta\u00e7\u00e3o British Brown Ale &#8211; Home Brew Club"},"content":{"rendered":"\n<p>Se existe um estilo que carrega a tradi\u00e7\u00e3o inglesa em cada gole, \u00e9 o <strong>British Brown Ale<\/strong>. Conhecida por sua colora\u00e7\u00e3o marrom profunda, notas de toffee, caramelo e frutos secos, \u00e9 uma cerveja que harmoniza com conversas ao p\u00e9 da lareira ou um jantar bem robusto. E foi justamente esse estilo o escolhido para desafiar os cervejeiros no 9\u00ba ciclo do <strong>Home Brew Club<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem levou a melhor nessa rodada foi <strong>Gustavo Gallina<\/strong>, que surpreendeu os participantes com uma interpreta\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel do estilo. Em um depoimento exclusivo, Gustavo compartilhou os desafios e solu\u00e7\u00f5es criativas que adotou durante o processo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c<em><strong>Mais uma vez um desafio foi lan\u00e7ado nessa rodada do Home Brew Club, o estilo sorteado foi o British Brown Ale. Eu n\u00e3o havia feito esse estilo ainda e montei a receita usando o Maris Otter Pale Ale como malte base e a\u00ed acredito que com essa base as rampas de mostura deixaram um corpo maior que era programado, travando assim a fermenta\u00e7\u00e3o muito acima do esperado. A\u00ed, para resolver esse problema, entrei com enzimas alfa e beta amilase, para finalizar a convers\u00e3o dos a\u00e7\u00facares. Com isso a fermenta\u00e7\u00e3o continuou at\u00e9 a FG esperada<\/strong><\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><em>O problema de usar essa \u201cferramenta\u201d \u00e9 que atrapalha na forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de espuma, a\u00ed para resolver esse problema adicionei um concentrado de l\u00fapulo, fazendo com que a espuma voltasse ao que se esperava para o estilo. (Esses hacks de processos aprendi com o Amadeu e o F\u00e1bio Bossada).<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em><strong>O resultado final ficou bem interessante. Caso algu\u00e9m queira replicar a receita, sugiro alterar as rampas de mostura para n\u00e3o ter esses problemas durante a fermenta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em>\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A habilidade de Gustavo em solucionar os desafios e, ainda assim, apresentar uma cerveja que respeitasse as caracter\u00edsticas do estilo, \u00e9 um exemplo do talento que move a comunidade de cervejeiros caseiros. Ele destacou o uso do Maris Otter Pale Ale como base, que trouxe complexidade ao sabor, mas tamb\u00e9m um desafio inesperado com as rampas de mostura. A solu\u00e7\u00e3o com enzimas e o ajuste com l\u00fapulo para melhorar a reten\u00e7\u00e3o de espuma s\u00e3o exemplos claros de criatividade t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem deseja explorar o mundo das British Brown Ales, vale lembrar que \u00e9 um estilo que oferece grande versatilidade. Seja replicando a receita de Gustavo ou criando a sua pr\u00f3pria vers\u00e3o, a chave \u00e9 balancear o dul\u00e7or do malte com um leve amargor, garantindo a drinkability t\u00edpica do estilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Parab\u00e9ns a <strong>Gustavo Gallina<\/strong> pelo primeiro lugar e pelo exemplo de como enfrentar desafios com inova\u00e7\u00e3o e conhecimento! Que essa conquista inspire outros cervejeiros a experimentar novos estilos e a se superar a cada fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Receita de Gustavo Gallina<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Maltes:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Maris Otter Pale &#8211; 64%<\/li>\n\n\n\n<li>Ch\u00e2teau Biscuit &#8211; 11,5%<\/li>\n\n\n\n<li>Ch\u00e2teau Abbey &#8211; 7%<\/li>\n\n\n\n<li>Ch\u00e2teau Chocolat &#8211; 1,5%<\/li>\n\n\n\n<li>Ch\u00e2teau Munich &#8211; 14%<\/li>\n\n\n\n<li>Crystal Malt &#8211; 2%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>L\u00fapulos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>East Kent Goldings 60min &#8211; 18 IBU<\/li>\n\n\n\n<li>East Kent Goldings 30min &#8211; 4.6 IBU<\/li>\n\n\n\n<li>East Kent Goldings 15min &#8211; 3.6 IBU<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Levedura:<\/strong> Fermentis &#8211; S-04<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perfil de fermenta\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>18\u00b0C at\u00e9 finalizar<\/li>\n\n\n\n<li>20\u00b0C por 2 dias para o descanso de diacetil<\/li>\n\n\n\n<li>10\u00b0C por 3 dias adicionando SC-1 ou gelatina<\/li>\n\n\n\n<li>1,5\u00b0C por 20 dias para cold<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Perfil de mostura:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>64\u00b0C por 30min<\/li>\n\n\n\n<li>70\u00b0C por 30min<\/li>\n\n\n\n<li>75\u00b0C por 15min<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se existe um estilo que carrega a tradi\u00e7\u00e3o inglesa em cada gole, \u00e9 o British Brown Ale. 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