{"id":1602,"date":"2023-12-12T08:18:00","date_gmt":"2023-12-12T11:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cervejeirosriopreto.com.br\/portal\/?p=1602"},"modified":"2023-11-29T17:21:07","modified_gmt":"2023-11-29T20:21:07","slug":"as-7-cervejas-mais-alcoolicas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cervejeirosriopreto.com.br\/portal\/index.php\/2023\/12\/12\/as-7-cervejas-mais-alcoolicas-do-mundo\/","title":{"rendered":"As 7 cervejas mais alco\u00f3licas do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Cervejas n\u00e3o conseguem atingir naturalmente teores alco\u00f3licos muito elevados. Para chegar a n\u00fameros mais expressivos, estes exemplares passam por um processo de destila\u00e7\u00e3o por congelamento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cervejaria Samuel Adnams, uma das pioneiras do mercado cervejeiro norte-americano, lan\u00e7ou em outubro\u00a0a nova edi\u00e7\u00e3o da Utopias. Com 28% de \u00e1lcool, essa cerveja extrema \u00e9 proibida em 25 estados dos EUA. Ela \u00e9 famosa n\u00e3o s\u00f3 por ser forte, mas tamb\u00e9m pela complexidade, sendo resultado de um processo de mistura de cervejas envelhecidas em barris de diferentes bebidas, que maturaram por longos per\u00edodos com uma cerveja nova e super alco\u00f3lica. Assim chega em m\u00faltiplas camadas de aroma e sabor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas voc\u00ea acha a Utopias \u00e9 a mais alco\u00f3lica do mundo? Ela j\u00e1 foi, mas n\u00e3o \u00e9 mais. Desde seu lan\u00e7amento em 2001, muitas outras cervejas extremas foram lan\u00e7adas. Que tal se atualizar com as sete cervejas mais alco\u00f3licas do mundo hoje?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como s\u00e3o feitas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de come\u00e7ar nossa lista, \u00e9 precisa explicar um pouco sobre como essas cervejas s\u00e3o produzidas. Isso interfere diretamente nos crit\u00e9rios adotados para dizer quais r\u00f3tulos entram ou n\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cervejas n\u00e3o conseguem atingir naturalmente teores alco\u00f3licos muito elevados. Isso porque a levedura, micro-organismo que faz fermenta\u00e7\u00e3o da bebida, se intoxica com o pr\u00f3prio \u00e1lcool que produz e morre. Para cervejas acima de 10%, s\u00e3o utilizadas leveduras mais resistentes. Mesmo assim, elas dificilmente passam de 14%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para chegar em teores ainda maiores, \u00e9 preciso usar uma t\u00e9cnica de congelamento encontrada no estilo alem\u00e3o Eisbock. Resumidamente, congela-se a cerveja e se retira a \u00e1gua, concentrando o \u00e1lcool. Se isso for feito mutias vezes seguidas, \u00e9 poss\u00edvel conseguir n\u00edveis realmente altos, de at\u00e9 60%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa lista considera cervejas feitas deste modo. Isso porque, se a cerveja for destilada como um whisky, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais cerveja, certo? E se foi adicionada de \u00e1lcool ou outra bebida alco\u00f3lica de outra origem, \u00e9 uma mistura. Por isso, aqui consideramos apenas aquelas cujo \u00e1lcool tenha sido produzido durante a pr\u00f3pria fermenta\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das marcas que se dizem as cervejas mais fortes do mundo, como a Scottish Beithir Fire (75%), e as Brewmeister Snake Venon (67,5%) e Armageddon (65%), s\u00e3o misturadas com \u00e1lcool de outras origens e ficaram de fora do nosso ranking.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, sem mais demora, segue a lista:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7.\u00b0 lugar \u2014 41% \u2014 BrewDog Sink The Bismarck<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7aremos a lista com a BrewDog Sink The Bismarck, fruto da not\u00f3ria disputa entre as a Schorschbr\u00e4u, localizada em na cidade b\u00e1vara de Gunzenhausen, no Sul da Alemanha, e a Brewdog, de Ellon, na Esc\u00f3cia. Elas entraram em uma competi\u00e7\u00e3o nos idos de 2009 para ver quem conseguia produzir o r\u00f3tulo mais alco\u00f3lico do mundo. Naquele momento, o t\u00edtulo era da cervejaria alem\u00e3 com a Schorschbock Keramik 31%, registrada no Livro dos Recordes. Mas a Brewdog lan\u00e7ou Tactical Nuclear Penguin, com 32%. Logo a Schorschbr\u00e4u respondeu com um novo r\u00f3tulo de 40% e, na sequ\u00eancia, a cervejaria escocesa lan\u00e7ou a Sink The Bismarck com 41%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O r\u00f3tulo em quest\u00e3o \u00e9 uma Double IPA que passou pelo processo de congelamento. O nome \u00e9 uma refer\u00eancia a um navio alem\u00e3o afundado na 2\u00aa Guerra Mundial, numa clara provoca\u00e7\u00e3o ao outro lado da disputa. Nesse n\u00edvel de \u00e1lcool, nossa querida bebida ganha caracter\u00edsticas de destilados fortes, lembrando whisky, por exemplo, notas maltadas e doces, como mel. O \u00e1lcool causa aquecimento e pic\u00e2ncia e nessa cerveja o l\u00fapulo aparece de forma sutil, com notas resinosas. Vale um aviso: \u00e9 algo para ser bebido em pequenas doses.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6.\u00b0 lugar \u2014 41% \u2014 De Struise Cuv\u00e9e Delphine on Steroids (CDOS)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paridade de teor alco\u00f3lico colocaria essas duas cervejas em um empate t\u00e9cnico. Mas o desempate veio no fator complexidade. A Cuv\u00e9e Delphine on Steroids (CDOS) \u00e9 o r\u00f3tulo mais alco\u00f3lico da cervejaria belga De Struise. Foi feito a partir de um barril da cerveja Cuv\u00e9e Delphine 2010, uma Russian Imperial Stout, que envelheceu por um ano em barris de bourbon 4 Roses antes de passar por congelamento. Depois, ficou mais 4 anos em barris do whisky escoc\u00eas Arran Lochranza. Tem aromas e sabores deliciosamente maltados e de whisky.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5.\u00b0 lugar \u2014 43% \u2014 Schorschbr\u00e4u Schorschbock 43%<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lembra daqueal disputa que mencionamos? Ela n\u00e3o acabou em 41%. Na sequ\u00eancia, a Schorschbr\u00e4u lan\u00e7ou a Schorschbock 43%, que ganhou vers\u00f5es em garrafas de vidro e cer\u00e2mica. Quem provou, descreve como super intensa, remetendo a whisky e vinho fortificado, com notas de frutas escuras, como ameixas, e frutas secas, como t\u00e2maras. Se algo com essa intensidade consegue manter aromas e sabores not\u00e1veis, significa \u00e9 que muto bem feito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4.\u00b0 lugar \u2014 45% \u2014 Koelschip Obilix<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mencionar aqui a Obilix da cervejaria holandesa Koelschip, de 45%, \u00e9 quase um lembrete: h\u00e1 outras cervejarias pelo mundo que se decidam \u00e0s cervejas de alto teor alco\u00f3lico \u2014 como a j\u00e1 mencionada De Struise. E que poderiam vir a figurar em listas como essa tranquilamente. O problema est\u00e1 em comprovar por an\u00e1lises laboratoriais a veracidade do teor alco\u00f3lico atingido. O r\u00f3tulo \u00e9 tamb\u00e9m uma Eisbock complexa, com notas de maltes tostados, acastanhados e de frutas secas, como ameixas secas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3.\u00b0 lugar \u2014 55% \u2014 Brewdog The End Of Story<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltando a disputa entre Esc\u00f3cia e Alemanha, um dos \u00faltimos cap\u00edtulos foi escrito pela Brewdog com a The End Of Story, que tinha impressionantes 55%. Uma cerveja foi feita para chamar a aten\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o s\u00f3 pelo n\u00famero. Foram produzidas apenas 12 garrafas, todas \u201cdecoradas\u201d com animais empalhados (taxidermia) e que custavam cerca de US$ 500 cada. Foram quatro arminhos, quatro esquilos e uma lebre. Muitos acharam de mal-gosto a utiliza\u00e7\u00e3o dos bichinhos. Mas \u00e9 fato que algo t\u00e3o chamativo assim dificilmente ser\u00e1 esquecido. Tanto \u00e9 que muitos cervejeiros ainda consideram esta a cerveja mais alco\u00f3lica do mundo. Mas ela tab\u00e9m foi superada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2.\u00b0 lugar \u2014 57% \u2014 Schorschbr\u00e4u Schorschbock<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, os alem\u00e3es responderam e, pode-se dizer, ganharam a competi\u00e7\u00e3o com a Schorschbr\u00e4u Schorschbock 57%. Sssim como a The End of Story, est\u00e1 cerveja tamb\u00e9m\u00a0na lista das cervejas mais caras do mundo. Ambas s\u00e3o descritas por quem degustou como alco\u00f3licas demais para sentir algum sabor. Mesmo assim, todas as garrafas foram vendidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1.\u00b0 lugar \u2014 57,86% \u2014 Brewdog e Schorschbr\u00e4u Strength In Numbers<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chega de briga! Foi o que disseram os escoceses e alem\u00e3es, que decidiram produzir colaborativamente a cerveja comprovadamente mais alco\u00f3lica do mundo. A Strength In Numbers foi produzida a partir de um barril da Bewdog Death or Glory, uma Belgian Strong Blond Ale de 26% que envelheceu por dez anos em barris de whisky, e da Schorschbr\u00e4u Eisbock de 30%. Elas foram blendadas e depois passaram pelo processo de congelamento. O lan\u00e7amento ocorreu em setembro deste ano em garrafas de 40 ml que se esgotaram no mesmo dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui vale tamb\u00e9m uma observa\u00e7\u00e3o. A holandesa Koelschip fez a Start The Future pouco tempo antes, que alega ter 60%. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 uma prova do teor alco\u00f3lico atingido e como \u00e9 muito pr\u00f3ximo da Strength In Numbers, decidimos dar uma men\u00e7\u00e3o honrosa a ela por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E voc\u00ea? Qual foi a cerveja mais alco\u00f3lica que voc\u00ea j\u00e1 bebeu?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, lembre-se, beba com modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cervejas n\u00e3o conseguem atingir naturalmente teores alco\u00f3licos muito elevados. Para chegar a n\u00fameros mais expressivos, estes exemplares passam por um processo de destila\u00e7\u00e3o por congelamento. A cervejaria Samuel Adnams, uma das pioneiras do mercado cervejeiro norte-americano, lan\u00e7ou em outubro\u00a0a nova edi\u00e7\u00e3o da Utopias. 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